domingo, 30 de outubro de 2011

Você vai dizer,
Eu não fiz por mal,
Eu não quis te magoar.
E eu vou dizer,
Que seria ideal
Fugir, te abandonar
Pra sempre, pra sempre.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O acaso me deixou tão só.

Tempo, passatempo, passa-tempo; Tempo passa.

Tudo dói. Como se todas as partes do meu corpo sentissem as dores, as dores dessa despedida. Despedida cruel e verdadeira. Na ausência da verdade, há a despedida. Que o tempo passe, que a dor passe, que os dias passem. E que seja assim, bom, verdadeiro e puro, por um longo tempo.   

Existência


Só existo de verdade quando estou escondido na brecha do tempo no Hotel Danúbio, quando não há roupas nem medo, vergonha nem fingimento, quando somos só desejo e confiança. O resto do tempo me sinto uma cópia falsificada de mim mesmo.
Tudo é dor. E toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.
És parte ainda do que me faz forte e pra ser honesto só um pouquinho infeliz.

A Via Láctea


Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor
Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?
Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim
Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim
(Legião Urbana)